Autorizados’

Padilha disse que o pagamento das emendas prioriza obras em andamento, ações que reduzam filas de cirurgia e exames no Sistema Único de Saúde (SUS), além de projetos da área de educação. “São recursos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal no final do ano passado e que o governo anterior estava dando um calote. Eram empenhos realizados que o governo tinha dado calote, paralisando obras”, afirmou o ministro.

Sobre a transparência na distribuição dos recursos, Padilha disse que “a diferença é como da água para o vinho”. “Você consegue dizer exatamente para quem foi liberado o recurso, com transparência.” O ministro, no entanto, não deu detalhes de como teria se concretizado essa mudança. Disse apenas que os ministérios avaliaram os projetos prioritários para o governo, com foco nas áreas de saúde, infraestrutura e educação.

A atuação de Padilha na interlocução com os parlamentares vem sendo duramente atacada, e o presidente decidiu assumir as rédeas da coordenação política. O pagamento das emendas ocorreu na esteira desse movimento. Na mesma linha, o governo nomeou anteontem o ex-deputado bolsonarista Heitor Freire para um cargo na diretoria da Sudene. Indicação do União Brasil, partido da base governista, mas pouco fiel nas votações, ele se disse “arrependido” de ter se aliado ao ex-presidente.

Individuais

O governo também começou a liberar os recursos das emendas individuais previstas no Orçamento de 2023. Segundo Padilha, R$ 1,6 bilhão foi empenhado desde 26 de abril, quando os ministérios ficaram autorizados a distribuir os valores solicitados pelos parlamentares. Ele negou, porém, que a liberação das emendas foi acelerada para facilitar a negociação com o Congresso.

“O presidente tem um compromisso de diálogo e respeito com o Congresso, de que indicações feitas pelos parlamentares para projetos prioritários – educação, saúde, assistência social, obras – terão todo o apoio do presidente Lula e nós vamos continuar honrando esses investimentos”, afirmou.

Padilha participou do ato solene “Heróis da Saúde”, na Assembleia Legislativa paulista. Segundo ele, a comitiva da pasta vai dialogar com parlamentares de todos os partidos para dar andamento à votação do novo marco fiscal na próxima semana.